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sábado, 14 de julho de 2012

cria do tempo



Me desfiz das incertezas que grudaram no cabelo.
 Lavei o sal do corpo e agora vivo assim, fazendo doces de mim.




xero na alma.

terça-feira, 22 de maio de 2012

o amor mais bonito




 Então, cuide bem de você. Do que você sente, do que você faz, do que você vê e agrega. 
Cuide dos seus, avalie a sua importância. 
Tome conta de si, reajuste-se, pergunte-se. Inclua o necessário, desligue o menos importante. Abra mão quando for preciso. 
Aumente a beleza do verbo permanecer. 
Descuidos são nocivos. 
Ligeirezas arranham.


xero na alma.

sábado, 28 de abril de 2012

verdadeiro...




 Minhas distâncias
São insolúveis.

E sobrevivem em mim,
Fundas.


.... por que a  vida é um eterno não saber
de mim, de nada.
Quando me encontro pareço nova.
Mas, no fundo, apenas estou me acostumando com esse novo vento.


xeros
minha alma anda cheia de saudades.

ainda aqui em sampa.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

sem fantasias




 Às vezes o que eu quero não é nada parecido com o que vejo e faço. 
Nada parecido com o que eu falo. 
Às vezes o que eu quero é contrário, é inexato, é avesso. 
Algo que mora muito distante desse silêncio cheio de causas, presenças e paredes. 
Às vezes o que eu quero é o desatino e a liberdade de pinçar a melhor palavra enquanto escrevo. 
Quero a poesia que me despe sem pedir licença e endereços. 
Quero meu eu incompleto, um adereço repleto de tropeços. 
Uma delicadeza que sempre peço antes de sair de casa, antes de me olhar no espelho: se não for para ser incrível, se for me parar aqui dentro; me leve de volta,  nem me acorda, diga que foi engano. 
Eu nem apareço.


xero na alma

sábado, 14 de janeiro de 2012

particularidades

  
Herdeira de um eu desarmado, arraigado e gigante, às vezes, enfraqueço.
Alguma parte minha fica ao meio. 
Qualquer recolhimento quando dura muito tempo, produz distâncias, ligações vazias e resumos retraídos de mim mesma. 
Preciso me esconder em um território próprio, amplo. 
Experimentar a minha nova dose. 
Perdoar meus hábitos no final do dia, virar os copos. 
Preciso me recolher até o tempo de ficar grande de novo e pegar o caminho de volta - o novelo, o ponto certo, o outro, a chave. 
Devolver-me. 
Voltar palavra, bem maior que a estação que me fez ficar em silêncio e friável por tanto tempo - e nesse momento, explicar parece desnecessário, pequeno. 
Certas particularidades são indivisíveis. 
Incontáveis. 
Só quem veste, sabe. 
Só quem toca, transcende.
xero na alma 

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

não estou pra o que é pouco

 



Não deixei de amar. 
Nunca deixo.
Muito pelo contrário: aprendi a amar todas as coisas bobas que desabrocham no meio do caminho. 

Coisas que ficam, fazem poesias, pregam surpresas nos dias e que nunca, nunca vão embora. 
Essas singularidades desmedidas que acreditam que mesmo assim pequenina, a dor também vem para colaborar com a permanência de outras, também coisas.


xero de rosa

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

acontecimentos...




Um dia eu ainda lhe conto como tudo silenciou e terminou dentro de mim.
 Dizem (e eu acredito) que contando assim, aos poucos, a gente transforma vazios em encantos, dias em dias, janelas em portas, perguntas em respostas.
Não sei se é assim, nesta ordem.
Mas quando o propósito é bonito, a alma nunca prende o riso.



xero na alma

domingo, 4 de setembro de 2011

do que mereço

 
 
 
Dor sabe pouco da gente.
Mal sabe aprender novos jeitos de trocar caminhos e não chegar.
Só chega, lateja e passa.
É, passa.
Dor é moça que não sabe ficar, que só saber dar lugar e entregar os pontos, entende?
 
Felicidade independe de inúmeras circunstâncias para inaugurar recomeços.
E eu sou uma mulher de muitos inícios.
Então, se nublo, floresço – porque é o que eu faço de mais bonito.
 
 
de pricila rôde
(simples assim)



xero na alma.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

o meu amor há de ter força


Continuo a velha cria do tempo.
Incontrolável.
Paciente.
Consegui tirar a areia dos pés.
Me desfiz das incertezas que grudaram no cabelo.
Lavei o sal do corpo e agora vivo assim, fazendo doces de mim.
Evoluo no meu papel de ser mar ou ser nada.
Adoço a vida não porque ultrapasso a leveza de um pássaro.
Adoço porque eu preciso fazer a alma sorrir enquanto a fechadura do desânimo não arrebenta o chão das certezas.
Continuo a velha cria do que um dia não aconteceu.
Ainda sou a velha cria do que nunca foi dito.
(...)
Eu preciso muito me ouvir.

de  priscila rôde

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

é que não posso mais partir de mim




 E às vezes tenho medo desse sal que me habita,
dessas dúvidas que me derrubam,
dessa pressa em ser feliz.
Porque o tempo passa voando,
e ainda preciso parar diante do espelho e checar :
tenho que estar pelo menos parecida comigo.

Não quero milagres...
Só quero ser possível.
     
http://priscilarode.blogspot.com  

Na contagem regressiva.....
Na FÉ.
xero

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

mar intimo














Vou ser escolha antes de ser sozinha.

Pois...  

(...)
Quero o que vem inteiro
E um  pé de esperança
Para mudar o verbo.                                                                                      

 de priscila rôde

visite sensibilidades ....http://priscilarode.blogspot.com/
 xero na alma