terça-feira, 31 de julho de 2007

não esqueçer de nada e esquecer de tudo


Uma das coisas mais importantes em qualquer movimento que vise atingir um objetivo, seja ele profissional ou amoroso, é compreender que existem limites que precisam ser respeitados.
Aristóteles, um dos grandes filósofos deste mundo, costumava dizer que com o ilimitado nós nada fazemos, mas com o limitado, tudo é viável. E ele estava certo. Se tenho muitas possibilidades, aos pouco vou descobrir que não faz nenhuma valer. Se meus caminhos são variados, vou me sentir como um cego no meio de um tiroteio.
É preciso tomar consciência dos limites saudáveis, antes que se perca e disperse nossa força preciosa.
A vida é um constante moinho. Ela te dá, e pede trocas.
Se a gente não entender essa necessidade de limites, o mundo vai te pedir.
Muitas vezes a nossa intuição diz para irmos com mais cuidado ou para não exagerarmos, mas nós não ouvimos. Então ficamos mal, ou atraímos alguma forma de obstáculo, como que para nos lembrar da suma importância dos limites.
Ter limite não é algo ruim.
Ao contrario, o limite existe justamente para abrir as portas de nossas realizaçãoes.
Saber dar limites é uma arte, que apenas pessoas muito maduras praticam.
Esses mergulhos no interior do meu coração, fazem parte das minhas necessidades emocionais.
Apenas escrevo.
É o que penso ser o melhor pra minha vida.
É o que posso fazer de melhor por mim hoje.
E pra vc?
Já fez algo de bom pra sua vida? Hoje?
Se vc julga as pessoas, não tem tempo pra elas nem pra si.
E muito menos para ama-las.
Xero grande.

eu

Cecilia Meireles não me deixa mentir:

É preciso não esquecer nada:
nem a torneira aberta nem o fogo aceso,
nem o sorriso para os infelizes
nem a oração de cada instante.

É preciso não esquecer de ver a nova borboleta
nem o céu de sempre.

O que é preciso é esquecer o nosso rosto,
o nosso nome, o som da nossa voz, o ritmo do nosso pulso.

O que é preciso esquecer é o dia carregado de atos,
a idéia de recompensa e de glória.

O que é preciso é ser como se já não fôssemos,
vigiados pelos próprios olhos
severos conosco, pois o resto não nos pertence.

3 comentários:

* Tatá * - Taís Basso disse...

Rosinha, amei o que escreveste!
Nada deve ser esquecido mesmo, por pior que tenha sido, por mais triste. Costumamos esquecer algumas coisas desagrádaveis, mas não se pode...são experiências vividas.
Também fiquei me questionei se eu tinha feito algo de bom para mim; minha resposta é não. Ainda não. Eu preciso fazer. Preciso sair do casulo e não esquecer.
Quincey disse que "não existe o esquecimento total: as pegadas impressas na alma são indestrutíveis."
A minha alma está cheia de pegadas!!!
Xerô

Renata Dias disse...

Lindo texto, linda Rosa. Limite hoje é uma palavra que deve ser exercitada diariamente.
Só não precisamos ter limites pra sonhar.
Bjs.

Simone disse...

Rosinha, acompanho sempre quando posso vc por aqui. E deixo registrado meu encanto.
Sua paixão e intensidade pela vida e por quem te rodeia, é lindo de se ver e viver.
Bjs amiga linda,e muitas saudades.