quinta-feira, 9 de agosto de 2007

eu sou assim


Ontem falei com uma pessoa que tenho muito respeito e foi dito:
-Rosinha, vc tem que economizar, já levou vários tombos com dívidas, e ainda não aprendeu?? Vc não pode continuar assim?? Tem que mudar.
Ai, Jesus....Se tenho, e como tenho.
É verdade, ando aprendendo tanta coisa, mas essa de economizar pra não deixar faltar, ainda não.
O que faço??
Tenho um tendência terrível, pra gastar o que não posso, e o que não devo.
Pra satisfazer o que ?? Quem ??
Meu ego, somente.
Não vejo nada além dele.
E o pior vem depois: pagar, pagar.
O dinheiro até existe, mas nunca dá pra pagar, sempre ultrapasso o compasso.
Estou doente?
Não, isso é coisa de gente que não quer manter o limite sob contrlole.
É facil gastar. É gostoso, agente esqueçe tudo... o mundo, as pessoas, as brigas... tudo, tudinho.
Vc diz:
-Esse mal é crônico!!
Sim, e perigoso.
Nunca me curei.
Preciso de ajuda.
Vcs podem dizer:
-Mas Rosinha, vc fala tanto em equilibrio, paz, dona de si, alegria, euforria...
É verdade, e tudo que deixo por aqui é a mais pura das minhas verdades.
Sinto paz, alegria, bem estar, mas..... nem tudo é perfeito né.
Desculpem gente, mas realmente sofro dessa terrivel doença que é de ser consumista.
Tenho mantido o equilibrio em vários setores da minha vida, mas esse ainda não consigui.
Aqui nesse ponto de apoio, simplesmente tento compor um auto retrato de mim.
Aquela busca eterna de tudo.
Sou o que se pode chamar de pessoa impulsiva, e as vezes erro feio.
Tem um texto de clarisse lispector que ela fala de si mesma....reproduzo na íntegra para mim:
Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos. E até que ponto posso controlá-los. Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os resultados resignadamente? Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta? E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura. Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso. Não sou madura bastante ainda. Ou nunca serei.”
Sofro muito.
Ainda estou cega de um olho??.......não!! Dos dois mesmo.
Parece que não consigui dizer para meus olhos que nem tudo que reluz é ouro.
Meus ouvidos sabem...
E que adianta??
Tenho que parar, radicalizar.
Ê shalá.
Vou usar óculos pra ninguém perceber.
Termino com uma citação de clarice que me expõe tão bem, e sem medo.

<span style="font-weight:bold;">Não é que vivo em eterna mutação, com novas adaptações a meu renovado viver e nunca chego ao fim de cada um dos modos de existir. Vivo de esboços não acabados e vacilantes. Mas equilibro-me como posso, entre mim e eu, entre mim e os homens, entre mim e o Deus."

eu

xero(rosinha)

6 comentários:

Lela disse...

Xô começar lhe dizendo que vc fotografa muito bem; tem uma expressão facial forte. A foto aí embaixo tá poderosa! :)
Rosa, eu sinto que é justo a consciência de nossas idas e vindas que nos torna equilibrados. Menina, desconfio de quem se acha equilibrado demais, certo demais... afe! Sabe o que eu li aqui neste post? Alguém de verdade com suas idas e vindas, mas de verdade, real!
Um beijo, menina!

naenorocha1@hotmail.com disse...

Rosinha, eu já te acho, inteira, digo, ao vivo muito mais bonita. A foto é linda, a Valéria tem razão, mas a tua beleza foi o que cegou o Luizinho, a ponto de deixá-lo cego, a bater por outras bandas.

Um beijo
do amigo de muito tempo
Naeno

naenorocha1@hotmail.com disse...

Vou te linkar. Já estavas no outro blog, mas este com as mudanças, terminou perdendo alguns dos meus referenciais.

Um beijo
Naeno

Cristina disse...

Minha amiga, que não deve hoje não se estabeleçe. Ser consumidora né defeito não, é qualidade rsrsr.
Brincadeiras a parte, mas tenho essa doença, e tambem sofro, sou solidária a vc, se encontrar uma saida me avise.Saudades de vc.

Alaizinho disse...

Rosinha linda de viver

* Tatá * - Taís Basso disse...

Poxa Rosinha, cada dia que passa você me surpreende mais, quanta sensibilidade. Essa é a verdade crua e nua de muitas pessoas. Às vezes, a essência sem máscaras, assusta. O que importa é você ser isso aí. O que importa é você ser honesta consigo mesma. A melhor maneira de chegar a um inexplicável clímax dentro de nós é mostrarmos que temos coragem para ser feliz, que temos problemas, que passamos por dificuldades advindas desse mundo globalizado e consumista (sou gastona de mais!)...e para que demonstração maior de garra do que quebrar paradigmas? Você é show Rosinha!
Que amor isso presente nos seus escritos que só me faz gostar de você mais ainda!!!
Beijão