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domingo, 9 de setembro de 2012

na dimensão do que sou



NÃO voltaria  no tempo para consertar meus erros.
Não voltaria para a inocencia  que eu tinha - e tenho ainda. 
Terei saudade da ingenuidade que nunca perdi?
NÃO tenho saudades de nem um minuto atras.
Tudo que eu fui prossegue em mim.

xero de rosa.

sábado, 10 de setembro de 2011

eu sou feita de dúvidas.





Diante da vida.
O que é tido como certo, duvido. 
E não minto pra mim. 
Vou montada no meu medo. 
E mesmo que eu caia, sou cobaia de mim mesma. 
No amor e na raiva, vira e mexe me complico. 
Reciclo, tô farta, tô forte, tô viva. 
E só morro no fim. 
Lá do alto do telhado pula quem quiser. 
Só o gato que é gaiato, cai de pé... 


de martha medeiros


(julianna, parabens, toda felicidade do mundo pra vc minha filha)

xero na alma.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

das memorias




Dei pra pensar que tudo que há de mais vivo em mim foi aquilo que já se foi.

As pessoas mais importantes foram as que ficaram.

de marta medeiros

terça-feira, 30 de agosto de 2011

se pra sofrer que sofra sozinho.



Há sempre o momento de pedir ajuda, de se abrir, de tentar sair do buraco.
Mas, antes, é imprescindível passar por uma certa reclusão.
Fechar-se em si, reconhecer a dor e aprender com ela.
Enfrentá-la sem atuações.
Deixar ela escapar pelo nariz, pelos olhos, deixar ela vazar pelo corpo todo, sem pudores.
Assim como protegemos nossa felicidade, temos também que proteger nossa infelicidade.
Não há nada mais desgastante do que uma alegria forçada.
Se você está infeliz, recolha-se, não suba ao palco.
Disfarçar a dor é dor ainda maior.

de marta


 
xero na alma

terça-feira, 12 de julho de 2011

desaprendendo na pratica






"Tudo é provisorio, inclusive nós."

Ando...
Trocando sonhos por objetivos.
Eles são mais compactos, ocupam menos espaço e dão mais certo.


de marta

xero na alma.

sobre a imortalidade




Todas as pessoas querem deixar alguns vestígios para a posteridade.
Deixar alguma marca.
É a velha história do livro, do filho e da árvore, o trio que supostamente nos imortaliza.
Filhos somem no mundo, árvores são cortadas, livros mofam em sebos.
A única coisa que nos imortaliza - mesmo - é a memória daqueles que nos amaram e foram fiéis.



de martha

Terça de fé pra nós.
xero na alma

terça-feira, 31 de maio de 2011

onde não me enxergo mas me sinto


 

A felicidade é uma mesa de três pés.
Há sempre uma pendência.


Equilíbrio total?
Todos os lados funcionando?
Nadinha pra reclamar?

Impossível.

A vida não teria a mínima credibilidade sem o pedaço que falta.



de marta medeiros


xero na alma.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

das necessidades



 Quero uma primeira vez outra vez.
Um primeiro beijo em alguém que ainda não conheço, uma primeira caminhada por uma nova cidade, uma primeira estreia em algo que nunca fiz, 
quero seguir desfazendo as virgindades que ainda carrego, 
quero ter sensações inéditas até o fim do meus dias.

de martha medeiros 
Que assim seja!
xero no coração.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

sobre sentimentos


Qualquer sentimento é bem-vindo,
mesmo que não seja uma euforia, 
um gozo, 
um entusiasmo, 
mesmo que seja uma melancolia. 
Sentir é um verbo que se conjuga para dentro, 
ao contrário do fazer, 
que é conjugado pra fora.

de martha medeiros

xero na alma

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

definitivamente ll


 "Quero o circo todo a que tenho direito: 
sedução, fantasia, tempo. 
Quero um romance longo, quero intimidade. 
Fazer cena de ciúme, terminar, voltar, amar, brigar de novo, telefonar, pedir desculpas, retornar.  
Amantes bem comportadas são um tédio.”


Todas as mulheres estão dispostas a abrir a janela, não importa a idade que tenham. 
Nossa insanidade tem nome: chama-se Vontade de Viver até a Última Gota. 
Só as cansadas é que se recusam a levantar da cadeira para ver quem está chamando lá fora. 
E santa, fica combinado, não existe. 
Uma mulher que só reze, que tenha desistido dos prazeres da inquietude, que não deseje mais nada? 
Você vai concordar comigo: só se for louca de pedra.
 

Martha Medeiros


xero na alma

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

DO DESASSOSSEGO


Desassossegados do mundo correm atrás da felicidade possível, e uma vez alcançado seu quinhão, não sossegam: saem atrás da felicidade improvável, aquela que se promete constante, aquela que ninguém nunca viu, e por isso sua raridade.

Desassossegados amam com atropelo, cultivam fantasias irreais de amores sublimes, fartos e eternos... cheios de ânsias e desejos, amam muito mais do que necessitam e recebem menos amor do que planejavam.

Desassossegados pensam acordados e dormindo, pensam falando e escutando, pensam antes de concordar e, quando discordam, pensam que pensam melhor, e pensam com clareza uns dias e com a mente turva em outros, e pensam tanto que pensam que descansam."


(martha medeiros)


Nessa compreensão digo:
Não sou poeta. Sou inquietude num ardor sem labareda. Inquilina de alma desassossegada.

eu


 
xero de rosa.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

voltei pra casa pensando assim

"Eu gosto de pessoas inteligentes que enxergam o mundo com humor. Tem muitas pessoas em quem eu bato o olho e penso: deve ser legal ser amiga dele. É gente que não carrega o mundo nas costas, que fala olhando nos olhos, que não se leva tão a sério, que é franca na hora do sim e na hora do não. É difícil sacar as qualidades de uma pessoa sem antes conhecê-la, mas intuição existe pra isso. Tenho vários amigos que enriquecem minha vida e se encaixam no meu conceito de “pessoas especiais”, mas meu coração é espaçoso e está em condições de receber novos inquilinos."
 marta medeiros

xero de rosa

domingo, 18 de abril de 2010

eu modo de usar

Pode invadir
Mas, chegue com delicadeza
Mas não tão devagar que me faça dormir.
Não grite comigo, tenho o péssimo habito de revidar...

Toque muito em mim
Pegue na minha mão.
E seja sincero sempre.

Tenha vida própria,
Me faça sentir saudades,
Conte algumas coisas que me façam rir...
Viaje antes de me conhecer,
Sofra antes de mim para reconhecer-me...
Acredite nas verdades que digo
E também nas mentiras, elas serão raras
e sempre por uma boa causa.

Respeite meu choro,
Me deixe sozinha,
Só volte quando eu chamar e,
Não me obedeça sempre
que eu também gosto de ser contrariada
Então fique comigo quando eu chorar, combinado?
Me conte seus segredos...
Me faça massagem nas costas
Não fume,
Beba,
Chore,
Eleja algumas contravenções.
Me rapte!
se nada disso funcionar...
Experimente me amar!

Martha Medeiros

domingo calmo em Uberaba-MG.
xero de rosa pra ocês.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

SE EU DISSER PRA VC QUE HOJE...

Acordei triste, que foi difícil sair da cama, mesmo sabendo que o sol estava se exibindo lá fora e o céu convidava para a farra de viver, mesmo sabendo que havia muitas providências a tomar, acordei triste e tive preguiça de cumprir os rituais que normalmente faço sem nem prestar atenção no que estou sentindo, como tomar banho, colocar uma roupa, ir pro computador, sair.
Se eu disser que foi assim, o que você me diz?
Se eu lhe disser que hoje não foi um dia como os outros, que não encontrei energia nem para sentir culpa pela minha letargia, que hoje levantei devagar e tarde e que não tive vontade de nada, você vai reagir como?
Você vai dizer “te anima” e me recomendar um antidepressivo, ou vai dizer que tem gente vivendo coisas muito mais graves do que eu (mesmo desconhecendo a razão da minha tristeza), vai dizer para eu colocar uma roupa leve, ouvir uma música revigorante e voltar a ser aquela que sempre fui, velha de guerra.
Você vai fazer isso porque gosta de mim, mas também porque é mais um que não tolera a tristeza: nem a
minha, nem a sua, nem a de ninguém. Tristeza é considerada uma anomalia do humor, uma doença contagiosa, que é melhor eliminar desde o primeiro sintoma.
........
A verdade é que eu não acordei triste hoje, nem mesmo com uma suave melancolia, está tudo normal. Mas quando fico triste, também está tudo normal. Porque ficar triste é comum, é um sentimento tão legítimo quanto a alegria, é um registro da nossa sensibilidade, que ora gargalha em grupo, ora busca o silêncio e a solidão. Estar triste não é estar deprimido.
Depressão é coisa muito mais séria, contínua e complexa. Estar triste é estar atento a si próprio, é estar desapontado com alguém, com vários ou com si mesmo, é estar um pouco cansado de certas repetições, é descobrir-se frágil num dia qualquer, sem uma razão aparente — as razões têm essa mania de serem discretas.
“Eu não sei o que meu corpo abriga/ nestas noit
es quentes de verão/ e não importa que mil raios partam/ qualquer sentido vago de razão/ eu ando tão down...”. Lembra da música? Cazuza ainda dizia, lá no meio dos versos, que pega mal sofrer. Pois é, pega. Melhor sair pra balada, melhor forçar um sorriso, melhor dizer que está tudo bem, melhor desamarrar a cara. “Não quero te ver triste assim”, sussurrava Roberto Carlos em meio a outra música. Todos cantam a tristeza, mas poucos a enfrentam de fato. Os esforços não são para compreendê-la, e sim para disfarçá-la, sufocá-la, ela que, humilde, só quer usufruir do seu direito de existir, de assegurar o seu espaço nesta sociedade que exalta apenas o oba-oba e a verborragia, e que desconfia de quem está calado demais. Claro que é melhor ser alegre que ser triste (agora é Vinicius), mas melhor mesmo é ninguém privar você de sentir o que for. Em tempo: na maioria das vezes, é a gente mesmo que não se permite estar alguns degraus abaixo da euforia.
Tem dias que não estamos pra samba, pra rock, pra hip hop, e nem por isso devemos buscar pílulas mágicas para camuflar nossa introspecção, nem aceitar convites para festas em que nada temos para brindar. Que nos deixem quietos, que quietude é armazenamento de força e sabedoria, daqui a pouco a gente volta, a gente sempre volta, anunciando o fim de mais uma dor — até que venha a próxima, normais que somos.
(Texto Martha Medeiros)

Boa semana a todos....
Xero na alma.