sábado, 27 de junho de 2009

FAZIA TEMPO QUE NÃO ME SENTIA ASSIM....

A história é atribuída ao grande rabino Bal Shen Tov.

Conta-se que ele estava no topo de uma colina, com um grupo de estudantes, quando viu um grupo de cossacos atacarem a cidade e começarem a massacrar as pessoas. Vendo muitos de seus amigos, lá embaixo, morrendo e pedindo misericórdia, o rabino exclamou:
“Ah, se eu pudesse ser Deus!”
Um discípulo, chocado, virou-se para ele:
“Mes
tre, como ousa proferir uma blasfêmia destas? Quer dizer que, se o senhor fosse Deus, ia agir de maneira diferente? Quer dizer que o senhor acha que Deus muitas vezes faz o que é errado?”
O rabino olhou nos olhos do discípulo, e disse:
“Deus sempre está certo.
Mas se eu pudesse ser Deus, eu saberia entender o que está acontecendo”.

Estou em Campina Grande -PB, deliciosamente frio e alegre. Nessa época ocorre o maior São João do mundo.
Festa que dura o
mes inteiro de junho, com shows de artistas consagrados do forró e quadrilhas juninas.
Um evento grandioso que o Brasil todo já conhece.


Aqui mora toda a familia da minha mãe, que de pequena não tem nada.
Sempre nessa época a familia se encontra. A casa dos meus avós fica a uma quadra do "parque do povo", onde se concentra o evento.

Então imaginem, como está por aqui...loucura, loucura.
Malu e Luiz Filipe estão comigo, Leticia também, e adorando. Muita gente junta, falando alto, sorrindo, contando historias, fofocas da familia...vixi, tá bom demais.
Assisti ontem show de Zé Ramalho no Parque do Povo, nunca mais tinha visto tanta gente junto. Amanhã vai ser Dominguinhos. Hoje é Nando Cordel.

Cheguei aqui e bateu uma nostalgia, passou um flash back de tudo que vivi por cá...
Aqui conheci pessoas especiais.
Aqui também, mora minha familia por parte de mãe, que tem um total carinho e amor por mim.Todos estão só na alegria, afinal tinha quase 10 anos que não aparecia por essas bandas.
Infelismente fico por poucos dias.

Hoje meu irmão que chamo carinhosamente de "tio tote" se casa pela quarta vez (não desiste nunca) diz ele.
Entro com ele, mãe e Leticia, sua filha de 18 anos na igreja... A felizarda é nossa prima Keila.
Nossos convidados são toda nossa familia, cerca de 100 pessoas. Espero do raso do meu coração que se sejam muitos felizes.


Xero e bom fim de semana.


Estou feliz.



segunda-feira, 22 de junho de 2009

naquele dia...

O vento mudou...
E eu mudarei também,
pois não há barco que navegue em sentido contrário ao vento.
Não busco um porto.
Busco mares,
Tão grandes quanto os desejos que sinto.




Viajarei esta semana mais uma vez.
Não será a trabalho, estou em standbye.
Meu caminho?
-Amigos, familia....diversão, festa, frio,... calor humano. Vai ser apenas 1 semana, e já pressinto que vou me revigorar.
Precisando de algumas coisas?
- Sim.
Rever pessoas que não encontro há anos e que me fazem bem, vão me trazer alegria.
Na verdade minha vida não anda lá cheia de emoções positivas, embora agradeça tudo que me aconteça, pois tudo existe significados, pra aprender, pra crescer. Sou mais forte que penso. Pode crer. Sei também que existem pessoas que acreditam nessa minha força, E ISSO ME IMPORTA E ME FAZ BEM.
Resisto, tenho um coração bom, de nada nem ninguém, guardo magoas ou rancor. Fico triste, é bem verdade, me decepciono, grito como se quisesse que o mundo inteiro soubesse, não tenho vergonhas, caiu no chão e fico em mil pedaços. Permito sofrer até o meu limite. Demoro a me consertar. Na verdade gente, não sei lidar com coisas do coração... Ou sei?
Voces podem até pensar que sou maluca, e sou mesmo.
Sou maluquinha da silva.
Mas é certo que minhas maluquices não afeta, nem maltrata ninguém, a não ser a mim mesma.
Me faço mil perguntas, mas o poeta Quintana diz: "A resposta certa, não importa: o essencial é que as perguntas estejam certas."
ENTÃO PRA QUE RESPOSTAS?
Mesmo assim, as respostas, estão sempre diante de mim, embora queira negar os fatos. Sou teimosa, esse é meu grande defeito.
Preciso fazer mais por mim.
Preciso ser mais critica comigo.
Preciso colocar meus pés no chão.
Voar é bom?
- É.
Mas só de vez em quando.
O tempo tá passando, e não sei se é erro, mas sempre o vi como meu aliado, embora ele me arranque algumas coisas, mas na verdade nesse tempo quase não fiz nada por mim
Com toda teimosia preciso gostar mais de mim, lutando e tendo a certeza que meu melhor investimento sou EU mesmo...
E nisso vou cantarolando...
Eu não estou aqui pra sofrer
Vou sentir saudades pra que?
Quero ser feliz...
Bye, bye..
Tristeza não precisa voltar.


eu
boa semana.
xero na alma

sexta-feira, 19 de junho de 2009

eu comigo aqui

Quem dera se os outros fossem desimportantes...
O pânico que acompanha os períodos de mudança bloqueia completamente a racionalidade.
Não se diferencia o que realmente importa do que está lá somente para ocupar o vazio incômodo deixado pela retirada de quem nos mantinha aprumados.
Fazemos besteira de baciada.
Só se consegue olhar com certa imparcialidade para as próprias atitudes e covardias depois do retorno de um mínimo de calma. Quase sempre, atrelado a essa fase indelével efalsamente estável, vem o repulsivo arrependimento.
E arrependimento é um sentimento duplamente estúpido: por trabalhar com uma matéria-prima morta (o passado) e por gerar um resultado danoso (autocomiseração e raiva).
Nos debatemos entre pensamentos inconfessáveis: fiz o certo? Joguei a felicidade pela janela? Mais uma vez estraguei tudo? E, claro, a resposta não vem, porque não existe. Procuramos por objetividade no terreno dominado pelo passional.Mais uma inutilidade, fartas nessa época, para adicionar à lista.
A primeira coisa que sentimos claramente após o afastar da tempestade é como ficamos sozinhos. É duro ficar sozinho.
Beira o insuportável, algumas vezes.
Motivados meio pelo desespero, meio pelo pânico da falta de respostas, pegamos o telefone, o carro, o mouse e vamos ao encontro da voz confortadora, da presença balsâmica, de quem tanto nos acolheu e agora está fora de uma vida que era repleta.
E qual a surpresa?
Não fazemos mais a mínima diferença.
Somos efêmeros até mesmo para quem compartilhou nossos sonhos, dividiu contas, dormiu sobre nosso corpo.
E exigimos, desejamos ser para sempre.
Pode ser egoísta (quem nessas situações se preocupa com virtude?), mas é devastador assistir a quem amamos tocar a vida com maciez, como se nunca tivéssemos existido. Em nossa neurótica resistência aos fatos, reivindicamos, ao menos, um período de luto, um esboço de lágrima - quando isso não acontece, vem a sensação de sermos tão olvidáveis quanto capítulos da novela. Descartáveiscomo lápis de ponta quebrada.
Poucos, insuficientes. Pior: substituíveis.Temos a pretensão de importar, mas, se tudo passa, por que nós ficaríamos? Não é sem mágoa que percebemos que nem mesmo quem nos amou nos mantém por muito tempo - nossa retirada é necessária para que se possa recepcionar o novo. Raciocínio tão lógico quanto doído. Principalmente para o lado que não tem previsão de festa.A necessidade de importar é visceral. Desculpem a citação, mas é válida.
Disse Stendhal: "se não temos caráter sem os outros, então os outros devem ser um refletor habilidoso... ou então terminaremos deformados." De certo modo, só tomamos consciência de nós mesmos quando nos colocamos em contraponto com o outro - observamos as falhas, virtudes e motivações no momento em que eles ecoam em alguém.
E quanto mais nos importarmos com esse alguém, maior será a reverberação.
Quando o outro não nos olha, não nos vê, nega a possibilidadedesse reflexo necessário. Nos deixa sem rumo.
Ou nos devolve a ele: nada melhor que uma boa dose de realidade para nos acordar da ilusão romântica e devolver a razão para a mente entorpecida pelo fim da paixão.
Fazendo um esforço e nos adornando com um pouco de otimismo, dá até pra tirar algo de bom desse momento sinistro: se tudo passa, essa impressão de ser menos que um chiclete mascado também vai passar.
E, um dia, voltaremos a ter gosto.
Bom gosto....


de Ailin Aleixo

Bom final de semana.
Xero.

domingo, 14 de junho de 2009

VERDADES

É melhor ficar em silêncio.
O silêncio que consente,
Que se abstêm.
Que renuncia, ou que denuncia.
Seja aquele que procede ao êxtase.
Ou precede a decisão.
E assim, mudos...
Falamos verdades.









Não preciso do fim para chegar...
Do lugar onde estou já fui embora.
(manoel de barros)

Boa semana...
Xero.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

TEMPO... TEMPO...MANO VELHO.

Quanto mais o tempo passa, passo eu também a acreditar que o amor não sobrevive só de certezas, só de escolhas, opções, prioridades...
No amor, há que haver romance, também conquista e, especialmente, a atenção e o zelo.
Se me aborreço, não funciono com o silêncio...

O tempo que a palavra demora pra chegar até mim é ,um tempo longo, torturante, que me permite sofrer, que me permite doer.
Eu gosto das verdades, mas não dessas de se dizer "na cara", e sim das verdades amorosas, carinhosas, cuidadosas...

Das verdades do coração, daquelas que não se põem a disputar, que não cultivam tanto orgulho.
O silêncio é um torturador sagaz, me permite afundar-me nos fantasmas que escondo "bem no fundo" e estes veem quase à superficíe para tentar respirar de novo.
Eu quero as certezas sim, mas as quero com sentimentos!
Eu entendo que não adianta dar murros em pontas de faca ou culpar a vida e as circunstâncias. Se há algo do qual efetivamente não poderemos nunca ter o controle, este algo será sempre a atitude das outras pessoas.
Perdemos pessoas, amigos, amores, perdemos sonhos, perdemos dinheiro, perdemos as expectativas que foram geradas em torno das vitórias que não serão vividas, não serão mais compartilhadas, perdemos os telefonemas que não serão mais dados, os e-mails que não serão mais recebidos, os encontros pra um almoço, um café, perdem sentido certos lugares, certas lembranças, perdemos até a credibilidade por perceber que tudo pode mudar tão rápido e que o real motivo da mudança pode permanecer velado, perdemos nossas possibilidades de questionar ou de entender... perdemos!A perda é um processo natural nesta vida, mas junto com elas também ganhamos, ganhamos os afetos daqueles que permanecem junto a nós, ganhamos aprendizados, chances de amadurecimento, possibilidades de cura, de superação, ganhamos novos desafios, outros caminhos a serem traçado, ganhamos novo ânimo, novos sonhos, ganhamos mais atenção às coisas e as pessoas e mais cautela ao lidar com elas, ganhamos novas perspectivas, ganhamos força pra poder recomeçar, ganhamos fé pra poder continuar.Eu não diria que "a melhor vingança é viver bem", mas que o melhor que podemos tentar fazer é semear o bem, viver o bem e estar perto de pessoas que nos tragam um pouquinho disso todos os dias!

segunda-feira, 8 de junho de 2009

SONHOS NÃO PRECISAM DE ENSAIO

Seria tão bom se pudéssemos nos relacionar sem cobranças.
Sem esperas.
Infeliz de nós,
da gente.
Todos temos emoções.

Mesmo assim....


A única magia que existe é estarmos vivos
e mesmo assim não entendemos nada disso.
E daí existe a nossa incompreensão."

rosa de saron

Sendo assim...

Tu dizes:
Vai passar,
tu sabes que vai passar.

Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana,
um mês ou dois, quem sabe?
O verão está aí, haverá sol quase todos os dias,
e sempre resta essa coisa chamada 'impulso vital'.
Pois esse impulso ás vezes cruel,
porque não permite que nenhuma dor insista por muito tempo,
te empurrará quem sabe para o sol,
para o mar,
para uma nova estrada qualquer
e, de repente, no meio de uma frase ou de um movimento
te surpreenderás pensando algo assim como :
Estou contente outra vez,

Por Caio Fernando Abreu,
em São Luiz-Ma

segunda-feira, 1 de junho de 2009



Agora não havia choros para enxugar,
o desespero era todo dentro,
os olhos estavam secos.
(José Saramago)