Dia desses estava conversando com uma amiga no msn sobre a vida, amores, perdas, filhos, trabalho. Sempre chego a conclusão que a vida é um eterno recomeço. Não importa onde se pára, onde se cansa, o que importa é sempre dá uma chance a si mesmo, renovando a esperança na vida. E no decorrer na conversa, falamos também dos sonhos e devaneios. Como é dificil aceitar nossas imperfeições, nossas falhas, nossas ilusões. E lendo hoje o blog de Rosa Magalhães (http://odamae.zip.net/) e a mensagem que ela deixou no meu blog no post passado, constato que o que importa não é sofrer, não é sentir, não é saber...é ser.Obrigada a vc Oda. Até hoje espero o café com bolo de Sanka ao seu lado.
Confesso que ao ler chorei....
E como diz uma amiga pernambucana porreta chamada Marcinha, que mora em Paris...
-Rosa bora voar...
- Bora.
E Manoel de Barros num de seus sábios textos já dizia numa frase...
"Vamos aprender a gostar dos vazios eles são maiores e infinitos..."
Como nosso alma.
E como diz uma amiga pernambucana porreta chamada Marcinha, que mora em Paris...
-Rosa bora voar...
- Bora.
E Manoel de Barros num de seus sábios textos já dizia numa frase...
"Vamos aprender a gostar dos vazios eles são maiores e infinitos..."
Como nosso alma.
"Tenho um livro sobre águas e meninos.
Gostei mais de um menino que carregava água na peneira.
A mãe disse que carregar água na peneira era o mesmo que roubar um vento e sair correndo com ele para mostrar aos irmãos.A mãe disse que era o mesmo que catar espinhos na água.
O mesmo que criar peixes no bolso.
O menino era ligado em despropósitos. Quis montar os alicerces de uma casa sobre orvalhos.
A mãe reparou que o menino gostava mais do vazio do que do cheio.
Falava que os vazios são maiores e até infinitos.
Com o tempo aquele menino que era cismado e esquisito porque gostava de carregar água na peneira, descobriu que escrever seria o mesmo que carregar água na peneira.
No escrever o menino viu que era capaz de ser noviça, monge, rei ou mendigo ao mesmo tempo.
Foi capaz de interromper o vôo de um pássaro botando ponto final na frase.
Foi capaz de modificar a tarde botando uma chuva nela.
O menino fazia prodígios...
Até fez uma pedra dar flor!
A mãe reparava o menino com ternura.
E falou: Meu filho você vai ser poeta....Vai carregar água na peneira a vida toda...Vai encher os vazios com as suas peraltagens e algumas pessoas vão te amar por seus despropósitos. (manoel de barros)
Pois pois...
As vezes...
As vezes brigo...
As vezes me acho linda...
As vezes me acho feia...
As vezes caio...
As vezes subo,
E mesmo assim....
Sempre estou carregando água na peneira.
Xero na alma linda de quem passa por aqui.
As vezes...
As vezes brigo...
As vezes me acho linda...
As vezes me acho feia...
As vezes caio...
As vezes subo,
E mesmo assim....
Sempre estou carregando água na peneira.
Xero na alma linda de quem passa por aqui.


