quarta-feira, 23 de julho de 2008

as sem razões do amor

Hoje é um dia especial.
Há 1 ano atrás comecei a conhecer Alan.
Alan apareceu do nada, sem intermediários.
Moço bonito. Moço jovem. Moço sensível. Moço simples.
Moço que surpreende.
Pessoa que me faz bem.
Tive receio...medo, Alan é 20 anos mais jovem, e vem me provando a cada dia que Alice Ruiz diz, tem razão: "O menino me ensina, como um velho sábio o quanto sou menina".E, Alan virou namorado.
Arthur da Távola deixa bem claro o que é ter um namorado...
Quem não tem namorado é alguém que tirou férias remuneradas de si mesmo. Namorado é a mais difícil das conquistas. Difícil porque namorado de verdade é muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia. Paquera, gabira, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão é fácil. Mas namorado mesmo é muito difícil.
Namorado não precisa ser o mais bonito, mas ser aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio, e quase desmaia pedindo proteção. A proteção dele não precisa ser parruda ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição.
Quem não tem namorado não é quem não tem amor: é quem não sabe o gosto de namorar. Se você tem três pretendentes, dois paqueras, um envolvimento, dois amantes e um esposo; mesmo assim pode não ter nenhum namorado. Não tem namorado quem não sabe o gosto da chuva, cinema, sessão das duas, medo do pai, sanduíche da padaria ou drible no trabalho.
Não tem namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar lagartixa e quem ama sem alegria.
Não tem namorado quem faz pactos de amor apenas com a infelicidade. Namorar é fazer pactos com a felicidade, ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de curar.
Não tem namorado quem não sabe dar o valor de mãos dadas, de carinho escondido na hora que passa o filme, da flor catada no muro e entregue de repente, de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque, lida bem devagar, de gargalhada quando fala junto ou descobre a meia rasgada, de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia, ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo, tapete mágico ou foguete interplanetário.
Não tem namorado quem não gosta de dormir, fazer sesta abraçado, fazer compra junto. Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele; abobalhados de alegria pela lucidez do amor.
Não tem namorado quem não redescobre a criança e a do amado e vai com ela a parques, fliperamas, beira d'água, show do Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos ou musical da Metro.
Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos, quem não se chateia com o fato de seu bem ser paquerado. Não tem namorado quem ama sem gostar; quem gosta sem curtir quem curte sem aprofundar. Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada ou meio-dia do dia de sol em plena praia cheia de rivais.
Não tem namorado quem ama sem se dedicar, quem namora sem brincar, quem vive cheio de obrigações; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele.
Não tem namorado que confunde solidão com ficar sozinho e em paz. Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.
Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando 200Kg de grilos e de medos. Ponha a saia mais leve, aquela de chita, e passeie de mãos dadas com o ar. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si mesma e descubra o próprio jardim.
Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela. Ponha intenção de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fada. Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteio.
Se você não tem namorado é porque não enlouqueceu aquele pouquinho necessário para fazer a vida parar e, de repente, parecer que faz sentido.
E... nesse compasso vou seguindo passos. E nessa intrigante e misteriosa lei do amor e da vida, caminho. Caminho a passos lentos. Diz que no amor tudo é permitido, nada é proibido. Talvez...
Não se conheçe a razão do amor. Ele já é a razão.
Embora Drummond, já tenha dito que o "amor é bicho instruido", e nessa instrução completa dizendo: '' Essa ferida meu bem, as vezes não sara nunca, as vezes sara amanhã."
Só vivendo né.
E a vida está ai pra ser vivida. É um tiro único.
Se acertar otimo, se não acertar, estou eu aqui curtindo a tragetória.
........Só tenho a agradeçer a vida.
........Só tenho a agradeçer a Deus.
Sou uma menina-mulher com o sol por dentro.
Tenho luz.
Sou luz.

No mais... Drummond... " sem razões do amor"

Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.
...................




Pensamentos que não me deixam....:

"Quando perder, não olhe para o que perdeu, e sim para o que ainda existe por ganhar".

"O sol nasce todos os dias......"

Graças a DEUS.

Xeros.




3 comentários:

Alan Jefferson disse...

Eu amo esta mulher!
Beijos Rosinha.

Eliane disse...

Lindo Rosinha.Vc merece.
Parabéns ao Alan.

Rosa Magalhães disse...

E eu aqui de queixo na mão, coração sorrindo para as suas palavras de amor. Ah Rosinha, como você tem razão! Quantas vezes lutamos contra o que pode ser tão bom! Estou experimentando algo parecido, deixando a vida seguir seu rumo sem perguntar muita coisa... Lindo demais ler você. Parabéns a vocês dois, beijo.